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Território
Nordestino | Ana Cláudia
Laranjeira
"Nessa
terra de solo seco, onde o sol castiga o peito com a dor da devastação,
nasceu uma música tão fértil, tão hidratada pelas águas da inspiração,
que os pés que dançavam castigados pela fervura do chão rachado,
passaram a arrastar chinelos no ritmo dessa canção. As mãos, calejadas
de trabalho, agora seguram firmes cinturas que dançam seguindo o
refrão. E a sensação, ah essa sensação de que nada pode parar o
corpo, de que a música invade as entranhas, e mexe num canto nunca
mexido, num sentimento nunca bulido, numa dor nunca expressada,
numa saudade nunca matada... rapaz, essa sensação danada não vai
lhe deixar depois de ouvir a sanfona..."
mais...
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